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25 de ago. de 2008
Depois dos Jogos, China volta seu foco para a economia
PEQUIM (Reuters) - Os líderes chineses vão respirar aliviados quando a Olimpíada de Pequim terminar, podendo voltar sua atenção de volta para a economia, ávido para impedir uma desaceleração
Por Conexão Itajubá
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PEQUIM (Reuters) - Os líderes chineses vão respirar aliviados quando a Olimpíada de Pequim terminar, podendo voltar sua atenção de volta para a economia, ávido para impedir uma desaceleração ou possível agitação.
Estabilidade segue sendo a palavra-chave do desenvolvimento no 60o aniversário da República Popular da China, no próximo ano. Reformas políticas que possam acabar com o monopólio do Partido Comunista no poder nem são consideradas.
"A Olimpíada demonstrou o sucesso do atual sistema e a determinação do Partido Comunista de não implementar reformas políticas. Não há razão para mudar", disse um comentarista político chinês que pediu para não ser identificado.
O presidente Hu Jintao promete sustentar o rápido crescimento, enquanto a economia global enfraquece e a China luta com vários problemas, incluindo pressões inflacionárias, desigualdade de renda, corrupção, falta de energia elétrica e poluição.
Alguns críticos têm comparado os Jogos de Pequim com a Olimpíada de Berlim, de 1936, prevendo que a nação mais populosa do mundo poderia se tornar um problema maior do que a Alemanha nazista. Os otimistas esperam que a China siga o exemplo da Coréia do Sul, sede dos Jogos de 1988, e se democratize.
Nenhum dos cenários parece provável.
A China tem procurado assegurar ao Ocidente que seu crescimento não vai se tornar um problema global e que não vai buscar a hegemonia na região. Os críticos não estão convencidos.
Mas Hu carece das credenciais revolucionárias de Mao Tsé-Tung, fundador do comunismo na China.
"A China não tem o poder", disse Liu Junning, cientista político chinês. "Ainda existem muitos problemas, como a possibilidade de uma desaceleração no crescimento econômico.
Hu desfez algumas políticas de força de seu antecessor, Jiang Zemin, melhorando as relações com o Japão, que ocupou brutalmente partes da China de 1931 a 1945, e com Taiwan, que a China reclama como parte de seu território desde a separação em 1949 por conta de uma guerra civil.
Depois de 30 anos de liberalização, os líderes chineses se comprometeram a continuar reformando a quarta maior economia do mundo, abrindo-a, embora seguindo os passos ditados pelo Partido.
Para o povo chinês, a ampliação de liberdades individuais, desde o que comer e vestir, onde morar, liberdade para viajar, estudar e trabalhar, até com quem casar e quando ter filho -- coisas que já foram ditadas pelo Partido -- serão expandidas.
Mas o Partido não deve desafiar as próprias regras. Ele vai continuar apertando sua influência no Tibete em Xinjiang, assim como vão manter o controle sobre advogados, jornalistas e ativistas, e a Internet.
"A Olimpíada foi uma benção para seu desempenho, mas não fez nada pela sua legitimidade do processo", disse Liu, referindo-se ao método usado na China para escolher seus líderes.
Mas nenhum líder vai assumir o risco de flertar com o modelo democrático do Ocidente.
Mikhail Gorbachev pode ser um herói no Ocidente, mas ele é ridicularizado pelos líderes chineses por trair o comunismo e por ser responsável pela derrocada da União Soviética.
"Nenhum líder pode se dar ao luxo de ser visto cavando a sepultura do Partido", disse Kou Chien-wen, observador da China baseado em Taipé.
Fonte: Reuters
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